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A lenda contada de uma vida escondida
de Luis Garcia
10-04-2008 | 60 páginas | Conto
Digital: 4,97 €
ISBN: 978-989-8019-08-0

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Palavras chave: Amores e desamores, África, viagem, descoberta
Recensão

Síntese da publicação

Esta é «a história de um homem que se perdera em África, a história de António Africano e dos filhos de um coração que ele julgara ter desencontrado na selva».

Pela preponderância da acção em detrimento da descrição das personagens, nota-se, num primeiro olhar, que A Lenda Contadade uma Vida Escondida é uma narrativa com traços inequívocos da novela popular. Encontram-se, neste texto, temas e formas populares.

A percepção de que a arte popular abrange os grandes temas da vida social – religião, costumes, aspectos do imaginário, da vida psíquica e festiva – tem permitido a sua afirmação como forma representativa do pensamento e da filosofia de vida das pessoas comuns.

Esta novela podia muito bem ser um conto a começar com o característico "era uma vez" - ainda para mais com figuras que lembram sempre um tempo remoto (de carpinteiros, padres e meretrizes), aldeão e provinciano. Também pelo artesanato dos nomes, como se se tratasse das primeiras sílabas aprendidas por uma criança: o «Patudo», por exemplo.

E quanto aos artifícios literários? É evidente que estamos no reino do folclórico. Literatura popular é, pois, a que corre entre o povo - a arte do «comum povo» de Fernão Lopes – e poucas são as leis por que se regula esta narrativa, como poucos são os estudiosos que enunciam os recursos estilísticos que esteticamente a valorizam. Multiplicidade de estrofes, vozes descompassadas, encadeamento de ideias que sobram e faltam - nada que a narrativa dita culta não exiba igualmente como característico da sua irmã popular.

Nas novelas populares existe muitas vezes uma sentença que conduz à morte, quase sempre à morte física. Tal é «a desgraçada sorte do carpinteiro» que, nesta história «acerca de mãos que trabalham a madeira, mãos que trabalham o coração, mãos que magoam, mãos que separam e mãos que não se souberam reencontrar», acaba por transformar-se em livro, em memórias de um jovem escritor que alguma vez perdeu a sua infância.


Opiniões
 
Ana Catarina Venâncio | 03-12-2008
Quem escreve com o coração, só pode ser Poeta... E da caneta dum poeta sai sempre música. Obrigada por embalares os nossos sonhos!
 
Aida Gomes | 12-05-2008
Parabéns Luís Garcia, gostei verdadeiramente deste conto. Encontrei nele muita sensibilidade, arte na escrita e algo de novo. Fico a aguardar por mais.
 
António Serra | 06-05-2008
Gostei da força das palavras...
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